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– Barón Balché – Zinfandel, 2009 –

– Barón Balché – Zinfandel, 2009 –

Zinfandel2009_BBQuem diria que o país de onde vem as novelas mais dramáticas do continente faria vinhos tão bons? Talvez Maria do Bairro não os tome – para não borrar a maquiagem – mas eu os tomei: Um fantástico Zinfandel, um dos mais aromáticos e emblemáticos dessa uva no Novo Mundo que eu já provei.

Nunca imaginei que fosse ao México, pelo menos não por enquanto: dessa maneira, não sou dono do meu destino e a companhia para quem eu trabalho me enviou às pressas para lá, para resolver um problema nada enológico. Depois de quase uma semana, finalmente relaxei, as coisas estavam encaminhadas e eu poderia assim me dedicar um pouquinho à Gastronomia.

Foi o que fiz: saí para jantar e pedi a carta de vinhos no país da tequila e do mezcal. Chamou-me a atenção o preço de uma taça de vinho mexicano, cerca de $195,00 pesos, ou praticamente R$40,00. Achei um pouco caro, pois superava os preços pedidos em taça para os vinhos da California, Espanha e Itália. Julguei que teria uma surpresa e não me enganara: o garçom o recomendou como sendo um “vino nacional muy bueno” e era nada mais nada menos que El Barón Balch’é, Zinfandel, safra de 2009.

“Pero, dónde se producen los vinos mexicanos?” – Perguntei!

“En la Baja California, señor!”

Sí, señhor! Sí, señor! O vinho de um rubi violáceo tinha uma elegância ímpar, untuosidade única, os rastros da taça deixavam uma impressão alaranjada, e, realmente, apresentava algumas notas de frutas secas. À parte disso, o frescor, com as notas de frutas vermelhas como cerejas, a persistência e a acidez equilibrada convidando a degustar uma garrafa inteira… Só não o fiz porque eu teria tomado duas e no dia seguinte, nada de trabalhar, certo?

DetalheMayaFiz questão de tirar uma foto do rótulo, que traz uma referência a um dos 20 signos solares sagrados dos Mayas: Este representa o crescimento, a colheita e o florescimento…

Simboliza a vida que se reproduz, portanto, a fertilidade da terra. Indica o momento da superação, da renovação, do abraço que a terra dá à semente fecunda…

– Querem significado mais lindo?

 

O Produtor

A família Rios está por trás da produção dos vinhos Barón Balché pelo menos desde 2001, quando adquiriram as terras com vinhas de mais de 50 anos da Baixa California, mais precisamente no Valle de Guadalupe. Seus vinhos são fruto da imaginação do desejo da família Ríos de produzir um vinho mexicano de verdade aliada ao trabalho do enólogo mexicano Dr. Víctor Torres, engenheiro agroindustrial e doutor pela Universidade de Bordeaux, na França, que, com a colaboração de Jesús Rivera, souberam adaptar as diferentes cepas de uvas no Valle de Guadalupe, região muito próxima de San Diego, nos EUA.

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Acesse o site do produtor aqui: Acesse o site do Produtor

PAÍS: México
REGIÃO: Baixa California – Valle de Guadalupe.
CEPA(S): Zinfandel (100%).
SAFRA: 2009.
ENVELHECIMENTO: “Crianza”: 14 meses em barrica de carvalho francês, 6 meses em garrafa.
POTENCIAL DE GUARDA: De 7 a 10 anos.
SERVIÇO: 18-20 graus.
HARMONIZAÇÃO: Carnes vermelhas, comida condimentada.
CLASSIFICAÇÃO:
DEMAIS CLASSIFICAÇÕES: Sem informações precisas.

Sobre Luciano Duarte

Luciano Duarte

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